P.S.: pessoalmente falando, esse aqui é meu cantinho de fã. Se você não tem o MENOR interesse em papo de fã emocionado, pule essa página e vá dar uma voltinha em outro lugar. Ah, e essa é uma página que vai demorar um pouco até ficar pronta, então considere isso ao ver algo incompleto/temporariamente errado.
Toda a obsessão - ou nerdice, como eu gosto de dizer - merece um lugarzinho próprio, você não acha?
Como eu disse na página de apresentação (você leu alguma coisa de lá, né???), isso aqui é um pedacinho do meu cérebro, minha experiência pessoal de exposição. Algumas vezes, a gente pode se dar ao luxo de deixar nossos sentimentos transbordarem, e é isso o que faço toda a vez que vejo uma mínima postagem sobre Gorillaz e acho bonito/engraçado. Enfim, você entendeu meu conceito. As pessoas devem ser felizes do jeito delas, e esse é meu jeito nerd e possivelmente idiota de ser feliz :)
O que dizer sobre uma banda de desenho animado criada no final dos anos 90? É meio estranho você adorar 4 personagens 2D (olhem essa referência de alto nível) que são completamente malucos. Bem, hoje em dia tem música feita por IA, então pode não ser tão estranho assim olhando hoje. Mas em 2001, quando eles lançaram o primeiro álbum, isso com certeza era loucura. Gosto de pensar nessa loucura criativa, loucuras criativas são legais.
O (ou A, nunca entendi esse lance de pronome de banda) Gorillaz foi criado pelo Damon Albarn (que é o loiro exibicionita do Blur, um vocalista e compositor brilhante) e pelo Jamie Hewlett (o ilustrador e co-criador excepcional dos quadrinhos Tank Girl, que infelizmente é meio ignorado por parte da mídia). O conceito aqui era justamente fazer uma crítica recheada de ironia às bandas dos anos 90/2000 que eram praticamente fabricadas. Sabe, se é artificialidade que o povo quer, vamos entregar isso mesmo. Por isso, se você ouvir o primeiro álbum, o autointitulado, vai perceber que ele é bem estranho e sem sentido. Honestamente, é isso que torna ele engraçado e divertido de consumir, tem muita coisa estranha por lá.
E então, temos o segundo álbum: Demon Days. Esse é considerado por muitos o melhor álbum deles. Mas, devemos admitir, Damon e Jamie perderam uma oportunidade incrível de colocar o nome do álbum de "Demon Dayz". Esse foi lançado em 2005 e tinha como parte do foco as tragédias que ocorriam mundo afora, então a atmosfera é deliciosamente densa. Esse é o primeiro álbum onde temos transições e elas são espetaculares no mais alto nível, por isso não recomendo ouvir em aplicativos com propagandas. Eu falo por experiência própria, quando ouvi pela primeira vez sem nem UM anúncio, fiquei obcecada nesse álbum por meses.
Plastic Beach, que é o terceiro album a ser revisado, tem grandes pontos a serem destacados: primeiro, comercialmente falando, ele foi considerado um fracasso. Segundo, apesar do """"fracasso"""", muita gente diz que esse é o real melhor álbum do Gorillaz. Terceiro, ele é um divisor de águas essencial para o que vamos acompanhar daqui para frente. É a partir daqui, em 2010, que o Gorillaz se permite viajar para bem mais longe da pegada rock anterior, talvez se afastando ainda mais das origens musicais no Blur. Ouvir esse álbum depois dos dois anteriores foi chocante pra mim, até por que a primeira música real daqui é literalmente com o Snoop Dogg (e é um bang!!!!). As transições aparecem mais vezes e são realmente bem feitas, te fazem ficar envolvido mesmo sem saber o que vai vir depois. Falando sob essa ótica, das transições e de uma certa parte lírica da acústica, esse realmente é o melhor álbum. A estética da praia, com o som do mar, dos passarinhos, é simplesmente um teletranspote. Ouça de olhos fechados e vai sentir a areia, as ondas e o cheirinho de milho.
Humanz. Ai, ai. Essa fase quatro é bem estranha em tudo. O álbum é estranho, as animações/entrevistas dos personagens são BIZARRAS no último grau da bizarrice. A partir da última fase, a de Plastic Beach, a animação alterna entre 3D e 2D. O problema é que a fase 4 usa captura de movimentos pra fazer os personagens, então é tão bizarro que dá vontade de rir, eles parecem bonecos de pano feitos por computador. Enfim, excluindo a animação bizarra de Humanz (vejam bem que o título referencia o nome da banda, com Z no final), esse foi outro álbum APEDREJADO. Nesse caso, eu até entendo um pouco melhor o motivo disso, a voz do Damon faz falta na maioria das faixas. Se você vive em uma caverna e nunca ouviu nada do Blur/Gorillaz, saiba que a voz do Damon é maravilhosa, uma benção. Mas esse álbum tem essa sensação de ausência, como se faltasse mais da voz principal. No contexto da banda de desenho animado (e eu também vou escrever sobre isso), é totalmente justificável e, em partes, até consertado. Mas analisando no plano real, Damon ter decidido "se excluir", digamos assim, foi algo meio inesperado. É um álbum muito bom, com músicas incríveis, cheio de transições incríveis e interlúdios igualmente incríveis, mas o vocalista faz um pouco de falta aqui.
Cerca de um ano e dois meses depois do lançamento de Humanz (Humanz foi lançada em abril de 2017, ou seja, em junho de 2018), o Gorillaz volta com a fase cinco: The Now Now. Para essa fase em específico, o interessante é ter uma noção dos personagens para conseguir aproveitar melhor o som. As letras aqui foram escritas durante a turnê nos Estados Unidos - por isso o lançamento foi rápido - e é perceptível que as coisas aqui são bem mais simples do que foram no ano anterior: sem interlúdios e nem transições, poucas colaborações e muito destaque ao vocalista, o 2D. E aqui o foco é no personagem em si. Damon disse em uma entrevista que o álbum se passa dentro do mundinho do 2D, ou melhor, o Stuart. O clima de melancolia é uma demonstração clara desse mundinho. O Stuart é um personagem muito melancólico até aquele momento da história, ele tem motivos de sobra pra ser assim (algo que vou explicar melhor quando falar sobre os personagens) e desde sempre ele foi deslocado. Agora podendo ter mais liberdade criativa, o Stuart apenas teve a oportunidade de fazer o que achasse legal com os colegas de banda saudáveis - sem o baixista de pele verde estranho para reprimir ele - e isso torna o álbum um deleite ainda maior, um combo completo. Eu sou suspeita para defender o Stuart com unhas e dentes, porque sempre tive um favoritismo com ele e alguns pontos de identificação, mas a melancolia e a simplicidade do álbum é o que torna ele literalmente do Stuart. Não é do Damon, nem do Jamie e nem do Murdoc, é do Stuart e dos seus amigos, seus únicos amigos. Esse é, de longe, um dos meus álbuns favoritos do Gorillaz, apesar de ser um dos mais simples, mas essa afeição se deve ao sentimento que as músicas me passam: como se fossem um abraço de despedida. Daqueles abraços em que você chora, sem saber o que acontecerá no futuro, mas apenas com esperança de que as coisas possam dar certo.
(É importante salientar que, a partir desse álbum, meu conhecimento se baseia nas músicas que eu já ouvi, mas esses textos serão atualizados conforme eu for ouvindo) A fase 6 tem um caso curioso: o Song Machine foi feito durante a pandemia. Mais da metade das músicas simplesmente foi feita por vídeo chamada, isso porque as gravações começaram em 2019 e, por algum motivo, Jamie e Damon mudaram de ideia sobre o conceito do álbum. Na verdade, não deveria ser um álbum, deveria ser apenas vários singles. Enfim, eu já ouvi metade do Song Machine também e também tem MUITA música boa.
Em 2023, houve o lançamento de Cracker Island. Até o momento, foi o que eu menos consumi até agora. Importante citar que uma faixa bônus conta com o fucking MC Binn de participação (sim, o mano do "tá tranquilo, tá favorável") e o pessoal do Reddit elogia bastante essa música, ela é realmente boa. Algo que eu li na internet sobre o álbum é que ele deixava o estilo do próprio Gorillaz em segundo plano, mas ainda não tenho uma opinião formada sobre isso. Acho que, muito honestamente, o Gorillaz não tem um estilo próprio desde 2010, em Plastic Beach, onde tudo começou a ser mais na base do "opa, vou fazer isso aqui porque eu acho legal", e isso não é ruim como as pessoas dizem ser. Parte da magia dos britânicos socialistas aqui é justamente não se prender ao passado e correr atrás de coisas novas sempre que possível
Esse é o mais novo álbum do Gorillaz: The Mountain! A fase 8 é uma fase muito especial pra mim, foi a primeira em que eu pude acompanhar tudo em tempo real, junto com os outros fãs. O álbum é totalmente inspirado na Índia e trata, em linhas gerais, da morte. Esse tema foi definido pelo fato de Damon e Jamie terem perdido seus pais - e em um intervalo de 10 dias. A partir disso, houve uma grande viagem para Índia (evento esse que foi replicado com os personagens na história do desenho animado), que os ajudou a enxergar a morte sob uma nova perspectiva cultural. Para as músicas, houve uma série de resgates de trechos gravados por artistas que já morreram, como uma maneira de homenagear o legado deles e também trazer "pessoas que entendem do assunto" para o álbum. Não tem jeito melhor de entender a morte se não for falando com mortos. Além do som em si (que, até o que ouvi, estava impecável), esse álbum contou com um grande clipe de 8 minutos feito totalmente à mão que foi o mais emocionante que eu vi na vida. Sim, eu senti vontade de chorar com quatro personagens idiotas de desenho animado de uma banda britânica imbecil. O clipe foi inspirado em "Mogli, o Menino Lobo", que é um filme que eu sempre detestei, pra ser honesta. Mesmo assim, o clipe foi maravilhoso pra mim, apesar de eu não ter acompanhado a banda em tempo real. A nostalgia é algo maluco, não é? Senti algo absurdo enquanto assistia aquele clipe, mas nada daquelas referências é da "minha época". Destaque para o fato de o álbum foi lançado em 27 de fevereiro, então o que temos de mais popular e consumido aqui são literalmente os singles.
(Deixo destacado aqui que não me responsabilizo pela menção de crimes, histórias malucas e teorias/interpretações de fã que podem e serão relatadas nos próximos parágrafos.)
Em uma apresentação básica e rápida, aqui temos quatro personagens: 2-D (o vocalista), Russel (o baterista), Noodle (a guitarrista que todo mundo confundia com menino durante a fase 1) e por último, mas não menos importante, Murdoc (o baixista). Cada personagem aqui tem sua própria história, suas próprias qualidades e seus próprios defeitos, o que torna fácil de simpatizar com cada um deles. Eu pretendo escrever sobre cada um deles usando a lógica dos membros mais velhos sendo prioridade (no sentido de ordem de entrada na banda), portanto...
Murdoc Faust Niccals (anteriormente sendo Murdoc Alphonse Niccals) é o líder da banda - segundo ele próprio. Ele relatou ter tido uma infância difícil, mas a sua compulsão por mentiras o torna uma fonte não tão confiável.
Segundo o próprio, o pai o usava para se apresentar em bares e locais insalubres por uma graninha, vestindo o pequeno Niccals de pinóquio e o forçando a dançar no palco. Ele - Murdoc - também tinha um irmão mais velho, mas não se sabe muito sobre ele (só que o cara deu um baita soco no nariz do maninho e o quebrou pela primeira vez). Houve também algumas citações de crimes bem mais fortes, alguns abusos que, pelo bem do meu site, não serão explicados. A crença aqui é que isso deixou o jovem Niccals bem instável, um tanto louco das ideias. Quando adolescente, ele criou uma ideia mirabolante de formar uma banda que fizesse sucesso, mas nunca havia conseguido. Dizem que seu vocal terrível atrapalhava bastante nesse sentido de sucesso, mas o ponto é que Murdoc fez um pacto com o Diabo. É, o próprio. Em troca da fama e o sucesso, Murdoc vendeu sua alma e teve alguns efeitos colaterais. Nesse ponto é importante destacar alguns aspectos estéticos: Jamie definitivamente não gosta de fazer designs constantes para os personagens, portanto algumas características mudam conforme a fase. Nas primeiras fases, Murdoc tinha um olho vermelho e a unha do mindinho também vermelha e, aparentemente, isso era uma das consequências do pacto. A pele esverdeando também foi considerada uma consequência, mas isso são teorias de fãs e não existe nada que comprove. O que é confirmado é que realmente houve o pacto e que Murdoc ganhou seu baixo, El Diablo, nesse pacto - além de se tornar Murdoc Faust Niccals, no lugar de Alphonse. Passado um tempo, Murdoc decidiu que não ia esperar o milagre cair do céu e ia buscar o sucesso no mais alto estilo: ia roubar uma loja de instrumentos, arranjar músicos e fazer sucesso (sim, o plano era exatamente assim). Ele pegou seu carro e acelerou com tudo na vitrine de uma loja, mas acabou acertando o olho de Stuart...
Stuart Harold Pot (futuramente conhecido como 2D ou 2-D) era um garoto britânico estranho. Com 11 anos, Stu-Pot decidiu subir em uma árvore por motivos desconhecidos, mas caiu e bateu a cabeça. Por alguma razão, os cabelos castanhos dele também caem, crescendo novamente com um tom... azul. De garoto dos cabelos castanhos e olhos azuis, agora temos um garoto de cabelos e olhos azuis.
Bem, o Stuart teve uma infância tranquila, apesar disso. Sua mãe era enfermeira e seu pai trabalhava em um parque de diversões, uma família comum. Com 19 anos, ele trabalhava nessa loja de instrumentos do "Tio Norm" e era considerado o melhor vendedor de lá. Isso, é claro, até ser brutalmente atropelado e ter o pneu de um carro colidindo diretamente com seu olho (pausa para a explicação: apesar dele ser burro, ele não ficou parado por livre e espontânea burrice, ele teve a gravata presa entre as teclas de um teclado que estava tentando vender, ficou um tanto imobilizado). Isso ocasionou em uma série de problemas: Stu-Pot teve um hifema, uma lesão que deixou seu olho completamente escuro, e também entrou em estado catatônico. Para piorar essa situação, o motorista imbecil que o atropelou - cof, cof, Murdoc Niccals - ficou responsável legalmente por cuidar do próprio Stu durante algumas horas semanais. Um tempo depois, Stu sofre outro acidente: ele foi deixado no banco traseiro do carro do Murdoc, sem cinto, e foi jogado para fora depois que Murdoc bateu o carro tentando fazer um 360 - sabe aquele truque de girar o carro em círculos? - para impressionar mulheres. Ele bateu a cabeça de novo, ainda desceu rua abaixo por cerca de um quilômetro, pelo que sei. O ponto positivo? Agora ambos os olhos estavam iguais e o impacto o fez sair do catatônico. Ele acordou meio desorientado e, segundo o que li por aí, Murdoc teria dito que o salvou. A patir disso, o Stu começa a aceitar todo o tipo de situação problemática com Murdoc e é recrutado como vocalista e tecladista da banda. O apelido 2-D foi dado pelo próprio Murdoc, como uma "piada" aos amassados que Stuart tem na cabeça devido aos acidentes, 2 Dents.
Russel Hobbs (sim, é o nome de uma marca) nasceu nos Estados Unidos e teve uma ótima educação desde pequeno, mas também era muito sensível espiritualmente. Ele acabou sendo expulso da escola por atacar diversos alunos enquanto estava possuído por um demônio. Depois desse ataque, Russ ficou em coma durante quatro anos e só acordou depois de ter sido exorcizado por um padre. De ínicio, ele achou que fosse mentira, mas começou a crer quando viu sua própria letra em um grafite na parede da escola, dizendo "Russel esteve aqui!", com sangue.
Ele claramente não conseguiu voltar para a antiga escola e acabou mudando para outro lugar, onde fez muitos amigos ligados ao hip-hop - aliás, Russ foi criado justamente por causa do amor do Jamie pelo hip-hop - e isso "salvou sua alma", segundo ele próprio. Mas, durante uma noite com os amigos, um grupo de criminosos surgiu de um carro e houve um tiroteio, que fez com que todos aqueles amigos acabassem morrendo. A sensibilidade espiritual fez com que as almas dos amigos se abrigassem no próprio Russ, mas o único que realmente aparece é o Del, o seu melhor amigo. Essa grande possessão fez com que Russ também perdesse as pupilas, mas tivesse os olhos exclusivamente brancos. Depois dessa grande loucura, ele foi mandado para morar com os tios em Londres e "dar um tempo" nos espíritos, digamos assim. Ele arranjou um emprego em uma loja de discos e lá conheceu o Murdoc, que o sequestrou no meio do expediente (???) e o levou para o estúdio onde Niccals e 2-D estavam fazendo algumas demos. Curiosamente, Russ gostou da música e acabou ficando por lá, virando o baterista oficial da banda.
Para contextualizar vocês de uma maneira cronologicamente compreensível, vamos a uma certa parte da história: Aqui, não temos a Noodle, mas a Paula. Paula Cracker era namorada do 2-D, devia ter cerca de 17 anos quando começou na antiga Gorilla (sem Z). Nunca foi muito claro para mim o contexto em que isso se deu, mas entende-se que a Paula tinha mais interesse na banda do que no próprio 2-D, creio que ela queria muito ser famosa. O problema maior ocorre quando Russ vai ao banheiro e encontra Paula em um momento bem íntimo com o Murdoc - que tinha mais de 30 anos na época, diga-se de passagem - e isso deixou o estadunidense claramente revoltado. Russ bateu no Murdoc e não foi pouco, ele quebrou o nariz do Mudz 5 vezes e, depois disso, Paula e 2-D terminaram. Isso deixou o Stu bem chateado (tem até uma teoria em que uma das músicas do primeiro álbum fosse uma referência a esse acontecimento), mas ele ficou na banda e quem saiu foi a Cracker. Honestamente, acho que a música sempre foi a coisa mais benéfica na vida do Stuart e, mais do que isso, o Stu tem um discernimento péssimo sobre as atitudes das pessoas. Ele não é bom com limites e a filosofia religiosa e de vida dele cita bastante o perdão, tanto que ele perdoa a Paula em um momento futuro, então se torna até meio """"lógico"""" ele ter ficado, apesar de ser muito estranho. Um certo complexo de Estocolmo, sem muita ironia. Enfim, voltando à antiga Gorilla, agora temos uma banda sem guitarrista. Os outros decidem publicar um anúncio no jornal buscando alguém para suprir o cargo e é aí que a japonesa entra!
Noodle, uma garota cujo nome real é desconhecido, ingressa na banda depois de ser enviada até o estúdio dentro de uma caixa da FedEx (pega a criatividade dos britânicos). Ela aparece na porta, faz um monólogo incompreensível em japonês, faz um fucking solo de guitarra e dá um mortal, dizendo a única palavra que sabia em inglês: Noodle, que significa macarrão. Pelo fato de ninguém saber o nome dela - e talvez nem ela saiba -, Noodle acabou virando o novo nome da menininha de 10 anos e ela ficou pela banda. Agradeçam a essa japonesinha o fato da banda se chamar Gorillaz, foi uma ideia dela.
Deixando essa parte um pouco de lado, é importante destacar que Noodle não tinha a menor ciência de seu passado até meados de 2003, mas eu vou contar para vocês: Noodle foi criada em um projeto de espionagem do governo japonês, ou seja, ela era uma super soldado. Além dela, havia mais crianças e cada uma delas era treinada para se especializar em algum assunto específico (nesse caso, música), além de aprenderem diversas línguas e artes marciais. O projeto acabou dando errado em algum momento e os cientistas foram instruídos a matar as crianças (???) pelo próprio governo japonês. Mas o mentor da Noodle não queria fazer isso, levem em consideração que ela tinha 9/10 anos, então ele viu aquele anúncio no jornal: uma banda precisando de um guitarrista bem maluco pra combinar com os outros. É meio estranho esse anúncio ter ido parar no Japão, mas enfim, o querido mentor decidiu apagar a memória dela e colocar ela na caixa da FedEx e eu não preciso digitar o resto da história de novo. A partir desse ponto, tudo o que acontece com a Noodle vai ser englobado na história da banda.
Nessa primeira fase, os acontecimentos mais notáveis se concentram na formação da banda e no pós lançamento do autointitulado